quarta-feira, 13 de julho de 2016

Fotografia de moda e a morte

O fotografo francês Guy Bourdin foi um dos primeiros artistas a explorarem nas imagens de campanhas de moda as denominadas “pseudothriller”, que traziam atmosfera de filmes de violência, “o que importa é provocar quem olha, é chocá-lo com alusões sexuais particulares e doses calibradas de violência e sangue. (MARRA, p.165)”. O fotografo trabalhou na vogue francesa fazendo editoriais de moda de 1955 a 1987, para grifes como Chanel, Issey Miyake, Versace e para a loja de departamentos Bloomingdale's. Os trabalhos de Bourdin mais tarde inspiraram artistas como David LaChapelle, David Lynch e Nick Knight


Figura 1- Guy Bourdin



Bourdin pertencia a escola conceitualista, que baseada a produção artística na “narrative art”, a técnica da imagem suspensa, do fotograma isolado, como se a imagem mostrasse somente uma cena do que estava para ocorrer em um filme maior, deixando o fato em suspenso. Na imagem produzida pra a campanha da marca NARS (figura 1) a cena sugere uma mulher nua morta, com sangue saindo de sua boca, as cores são fortes e o sangue tem aspecto de esmalte de unhas.
Na fotografia da campanha de moda a mulher esta morta, um “cadáver colorido” de Benjamim, representado literalmente pelo corpo, em busca da novidade, da cor que será a tendência da estação, substituindo a que é passado, entrelaçando novamente a moda e a morte pela relação de caducidade de ambas. O corpo está nu,
Os anos 1980 a moda contou com campanhas ilustradas pelas supermodelos, como Cindy Crawfor, Linda Evangelista e a brasileira Cláudia Schiffer, com seus corpos saudáveis em um ambiente de cores e luxo vestidas pelos estilistas mais requisitados no mainstream. Mas na década seguinte, anos 90, as campanhas se aproximaram do lado obscuro da indústria “glamorosa” da moda, optou-se pela transgressão e a decadência, a violência e o uso de drogas, as modelos agora tinham o aspecto chamado heroin chic1, corpos magros, aparência cansada, destacando Kate Moss.

O que permite supor que ao criar histórias mórbidas para suas belas mulheres nos anos 1990 a moda mais uma vez valeu-se de seu carácter irônico para abordar, mesmo que de maneira surrealista, um de seus pilares, em uma espécie momento mori do fashion. Da passarela à campanha publicitária, as modelos protagonizavam cenas em que foram viúvas, fantasmas ou sofreram mortes trágicas. É importante lembrar que novo, neste cotexto, diz respeito ao passado recente da imagem de moda e não ao contexto social no qual a moda se insere. (HOLZMEISTER, 2010, p.100)

HOLZMEISTER,Silvana. O estranho na Moda: imagem nos anos 1990. São Paulo: Estação letras e cores, 2010.

quarta-feira, 24 de julho de 2013

terça-feira, 21 de maio de 2013

segunda-feira, 26 de novembro de 2012

sábado, 18 de agosto de 2012

Moda e Museu III


Etapas para Conservação do traje:

1- Fotografar o objeto e seus detalhes ajudando a criar um arquivo de imagem que evita posteriormente um manuseio.

2- Para limpar ou fotografar é necessário usar um manequim revestido com filme plaste (evitar sempre PVC)

3- Higienização: Para eliminar sujeiras não se deve aspirar o tecido diretamente

4- O tratamento aquoso é de alto risco deve ser em casos extremos

5- Deve se evitar ao máximo interversão (esta limpeza deve ocorrer portanto poucas vezes)

6- O acondicionamento merece atenção ( tecidos planos: rolos, caixas; Cabides em caso de tecidos firmes)
Museu do Traje em Madrid, Espanha

Moda e Museu II


Fases da conservação (básicas)

1- Documentação
2- Registro fotográfico
3- Higienização
4- Acondicionamento

Questões: Qual é o tecido, modelagem, como são os botões (metal, plástico, tecido), o que ocorreu com o tecido durante o tempo e no ambiente.

Questões: Como ocorreu o desgaste? Próprio uso, meio, acondicionamento errado



Museu do Traje de Madrid, Espanha